Vânia inicia campanha para presidência do Diretório do PT da capital baiana
Foto: Paula Rescala
Lançamento das candidaturas de Vânia Galvão e Jonas Paulo reuniu
militância petista.Foi
em clima de muito otimismo que aconteceu, na noite da segunda-feira, dia 29, o
lançamento da candidatura de Vânia Galvão pela presidência do Diretório
Municipal do Partido dos Trabalhadores pela chapa “Construindo um novo Brasil”.
No comitê, abrigado numa casa no Jardim Baiano, em Nazaré, reuniram-se cerca de
200 pessoas para um encontro regado a muitos discursos e ambiente descontraído.
O Processo de Eleições Diretas (PED), que define novas composições para os
diretórios municipais, estaduais e nacional do Partido dos Trabalhadores (PT),
será realizado no dia 02 de dezembro deste ano.Entre
os militantes petistas que foram prestar seu apoio à candidatura de Vânia e de
Jonas Paulo (este para a presidência do Diretório Estadual do PT) estavam os
deputados federais Zezéu Ribeiro e Bassuma; a deputada estadual Fátima Nunes; o secretário
estadual de agricultura, Geraldo Simões; a secretária municipal de
desenvolvimento social, Maria das Dores Bruni; o sub-secretário da Sedes,
Reginaldo Monteiro; diretor do Instituto Anísio Teixeira (IAT), Penildon Silva Filho;
membros da Executiva estadual , Emiliano José e Josias Gomes, entre outros
representantes da área sindical.Vânia
iniciou seu discurso saudando as companheiras da “Expressão Feminista” e
ressaltou que o PED é uma conquista da militância petista. Ela considerou sua
candidatura como uma conquista dessa militância para que ela se faça mais
presente nas discussões e definições dos rumos do Partido dos Trabalhadores. A
vereadora destacou a necessidade do PT ser protagonista da vida política da
cidade de Salvador. “Temos acompanhado, ao longo dos dois últimos anos, a
ausência de atuação do Partido dos Trabalhadores aqui na nossa cidade”, disse.A
vereadora salientou, também, a idéia de que o PT necessita reforçar a parceria
com os mais diversos segmentos sociais e se fazer mais presente nas suas
manifestações na capital baiana. “Temos uma ausência total nos debates de temas
importantes que estão na ordem do dia da cidade de Salvador. Até hoje não
vimos, e não foi por falta de proposição, um posicionamento do partido sobre o
Plano Diretor, que está para ser votado. Minha vida de militância foi toda
construída em cima dos movimentos social e sindical. Em nenhum momento, me
furtei na Câmara de Vereadores, mesmo num momento crítico que vivenciamos em
2005 em fazer a defesa do partido e do governo Lula. E, diga-se de passagem,
fui a única parlamentar que teve a coragem de sair com um documento em pleno 2
de Julho de 2005 fazendo essa defesa”, destacou.O
deputado federal Zezéu Ribeiro fez questão de lembrar que acompanhou a trajetória de
Vânia desde os tempos de militância no âmbito da UFBa destacando a capacidade
dela em construir a ação coletiva. “Eu a conheci quando eu era estudante e ela
também na universidade. Eu acompanhei a liderança dela entre os servidores da
universidade na criação da Assufba e da Fasubra. Depois no partido, na disputa
da constituinte e na sua eleição para vereadora. E sempre acompanhei sua
capacidade de ser representante do conjunto. Isso é fundamental para reforçar o
partido em Salvador”, salientou.Para
Penildon Silva Filho,
Vânia Galvão reúne uma biografia de militância petista muito ligada aos
movimentos sociais. “Hoje, ela desempenha um papel fundamental na Câmara de
Vereadores. É um mandato bastante competente, atuante. Trabalha em diversas
vertentes nas políticas públicas da cidade e na defesa dos direitos de diversos
grupos sociais. E no partido, com certeza, será uma liderança que poderá
contribuir para ampliar o partido e melhor discutir a atuação dele em
Salvador”, avalizou.Iniciativa - Membro
da Executiva Estadual do PT, Emiliano José, ressaltou que a eleição de Vânia
para a presidência do Diretório do PT em Salvador dará início a uma nova etapa
da vida da entidade na capital baiana. “Há uma evidência de que, infelizmente,
a direção partidária nos últimos anos em Salvador nunca conseguiu colocar o
partido como protagonista da vida na cidade, nunca conseguiu estabelecer uma
discussão sobre os rumos da cidade, nunca conseguiu estabelecer um diálogo
fecundo com o seu povo, com a diversidade cultural e política profunda de
Salvador”, defendeu. De
acordo com Emiliano José, o PT deve ser capaz de expressar as reinvidicações do
povo de Salvador e, para além do governo que esteja tomando os destinos da
cidade, possuir um programa para a cidade. Ele deveria estar discutindo agora o
Plano Diretor, que baliza a cidade, e não está”, salientou. Emiliano José
acredita que Vânia reúne ainda os requisitos de uma visão absolutamente
democrática e de unidade. “Ele tem uma visão profunda sobre a cidade e sobre os
movimentos sociais, além de uma visão aberta para a diversidade étnica, racial
e de gênero. Ela tem uma visão aberta em relação às preferências sexuais, aos
homossexuais tão perseguidos em nossa cidade e em nosso estado. Com a visão
ampla e participativa dela em relação ao movimento negro e, sobretudo, com essa
visão global de cidade, creio que colocaremos o partido numa outra dimensão em
Salvador”, analisou.A
deputada estadual Fátima Nunes destacou o conhecimento da companheira de luta
em relação ao partido. “Ela tem responsabilidade e compromisso com a história e
com o futuro partidário. Portanto, é muito importante para esse momento
político, que o partido seja conduzido pela nossa companheira”, defendeu. O
candidato da chapa “Construindo um novo Brasil” para o Diretório Estadual do
PT, Jonas Paulo, destacou a importância do processo de eleição direta dentro do
partido. “O partido começa a construir, a partir do PED, um processo que a
política toma conta do partido. A construção de compromissos objetivos com o
projeto, a construção de relações estreitas com a institucionalidade, mas
também com controle social sobre o governo. Ou seja, o partido vira
efetivamente um espaço de construção de políticas e de participação. Essa é a
importância da candidatura de Vânia em Salvador e da minha no estado. Que é de
fato fazer do partido protagonista do processo de mudança, que estamos fazendo
e se repercute no estado e na capital, mas não tem o partido como instrumento
fundamental para a sociedade realizar esse processo. São candidaturas para unir
o partido”, definiu.