Vânia Galvão

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Vânia preside audiência sobre revitalização e preservação da Lagoa do Abaeté

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A população aproveitou a oportunidade para cobrar do Poder Público ações que revertam a degradação do Parque

Na quinta-feira (14) a Comissão Permanente dos Direitos do Cidadão, presidida pela vereadora Vânia Galvão, juntamente com as Comissões de Planejamento Urbano e Meio Ambiente e de Desenvolvimento Econômico e Turismo da Câmara Municipal de Salvador (CMS) promoveu a Audiência Pública sobre “Lagoa do Abaeté: preservação e revitalização do patrimônio cultural e ambiental de Salvador”. O evento foi realizado no auditório do Hotel Praia da Sereia, em Itapuã e contou com a presença de representantes da Conder, Emtursa, Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMARH), Bahiatursa, Secretaria de Segurança Pública, Secretaria Municipal de Serviços Públicos. A sociedade civil foi representada pela Associação dos Comerciantes da Lagoa do Abaeté (ASVAMBA), pelo Conselho Comunitário de Segurança de Itapuã (CONSEG) e a Organização de Amigos da Comunidade de Nova Brasília de Itapuã (OACNOBI).

Os representantes da sociedade civil foram unânimes ao reclamar da segurança na Lagoa do Abaeté e dos efeitos dessa sobre o turismo. O coordenador do CONSEG, José Jorge Lopes, conhecido como Jorge Relojoeiro, criticou a atuação da imprensa em relação ao tema, pois “notícias a respeito da violência na área repercutem negativamente no mundo”, fato que foi confirmado pelo gerente de acompanhamento de eventos da Bahiatursa, Zitomir Souza de Jesus. O representante da Ong Agenda 21, Celso Araújo, denunciou que “no Bairro da Paz existe toque de recolher instaurado pela polícia que usa o módulo policial para práticas sexuais”. Em relação à presença da polícia na área da Lagoa do Abaeté, a representante da Secretaria de Segurança Pública da Bahia, Aline Freitas afirma que existe muita simpatia do poder público federal, porém “a Área de Proteção Ambiental no estado é muito grande e são poucos delegados”. O presidente da Emtursa ratificou a informação ao afirmar que “violência e turismo são duas coisas que não andam juntas”. De acordo com Zitomir, a segurança é um problema em toda Salvador e não só no Abaeté.

No que toca a infra-estrutura do parque, a presidente da ASVAMBA, Sônia Jesus da Cruz, informa que o Abaeté sofre com a falta de estruturas dos quiosques, além de não haver assistência para os mais de 170 ambulantes que trabalham na região do parque.

Para o presidente da OACNOBI, Marcos Alves, a administração do Abaeté deve ser elogiada, pois apesar de todos os percalços consegue manter o parque bonito. Ele pediu à Conder soluções para os problemas do Centro Comunitário de Nova Brasília.

O diretor de biodiversidade da SEMARH, Milson Batista elogiou a iniciativa das comissões. “Esse é um momento importante porque a população tem a opção de discutir a área”, afirma. De acordo com o diretor, um dos grandes problemas é a sobreposição de incompetências e instituições nas gestões do parque que perpassa desde os governos anteriores.

A Conder é a atual administradora do parque Entretanto, a presidente da entidade, Maria del Carmen, explicou que, por falta de definição de qual instituição seria a responsável pelo Abaeté, a área ficou sem verbas no Plano Diretor do ano.. Para a presidente, é necessário transferir logo a direção para a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, que tem mais habilidade e jurisdição para executar a tarefa.

O presidente da Comissão de Planejamento Urbano e Meio Ambiente da CMS, vereador José Carlos Fernandes (PMN), afirmou que é preciso “incrementar as atividades culturais no parque, assim como retomar os eventos como Reveillon e Carnaval de volta para o Abaeté”. Segundo o vereador, é importante o mandato colocar frente a frente as pessoas que podem afetar o futuro do parque. Já o vereador Virgílio Pacheco (PDT), chamou a atenção para a importância de audiências públicas nas comunidades, e que eventos como esse resgatam a verdadeira função do Estado, colocando-o a serviço da sociedade

Vânia ressaltou que o evento é inédito para a comunidade do Abaeté, pois reuniu todos os órgãos envolvidos de alguma forma com a questão e abriu espaço para que a comunidade seja ouvida. “O resultado é muito positivo, colocamos sociedade e poder público frente a frente e conseguimos identificar os principais problemas. O próximo passo é trabalharmos junto em uma proposta comum para o parque.” A vereadora afirmou acredita na continuidade desse diálogo, principalmente a partir da proposta de criação de um fórum permanente de discussão dos problemas da Lagoa e de seu entorno.

Após explanação dos principais envolvidos, foi aberto o debate para a população presente e foi informado pelos representantes que todas as queixas iriam ser repassadas para as entidades responsáveis.

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jpgjpg HPIM7522.jpg manage 96.2 K 09 Jul 2007 - 20:00 FernandoPacheco  
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