Sessão Especial discute inserção social
Dia Internacional do Autismo foi homenageado por vereadores, entidades e órgãos públicos
O Plenário Cosme de Farias abriu suas portas, nesta quarta-feira, dia 02, para fazer uma bela homenagem ao Dia Internacional do Autismo, data instituída, em dezembro de 2007, pela Organização das Nações Unidas (ONU). A Sessão Especial para celebrar a data foi uma iniciativa da vereadora Vânia Galvão juntamente com a Associação de Familiares e Amigos da Gente Autista e reuniu representantes de diversas entidades da sociedade civil e de orgãos públicos ligados às pessoas autistas e seus familiares e amigos. O evento contou com a participação do vereador Virgílio Pacheco, que iria promover uma audiência pública sobre o mesmo tema.
A Mesa foi composta, também, pela Conselheira Estadual dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência, Regina Atalla; do coordenador de educação especial da Secretaria Estadual de Educação, João dos Prazeres; da presidenta da Associação de Familiares e Amigos da Gente Autista, Argemiro Garcia Filho; da representante da Comissão Civil de Acessabilidade de Salvador, Ednilson Sacramento; da representante de educação especial da Secretaria Municipal de Educação e Cultura, Marília Dantas; da presidente da Associação dos Amigos dos Autistas, Rita Brasil e da titular da 1ª Promotoria de Justiça do Ministério Público da Bahia, Silvana Almeida.
No seu discurso, Vânia destacou a importância da inclusão social das pessoas autistas, que especialistas acreditam que sejam 2 milhões de brasileiros e brasileiras, que precisam ser incluídas no processo de desenvolvimento social em nosso país. "A inclusão das pessoas com autismo passa pelo respeito à neurodiversidade das pessoas, ou seja, o respeito à forma diferenciada e diversa da percepção do mundo, entendendo que o 'autismo é um jeito de ser'", disse.
Por outro lado, completou a vereadora, a inclusão passa pelo desenvolvimento de ações efetivas de governos e sociedade civil organizada em direção às pessoas com autismo, através de políticas públicas de atenção e cuidado, principalmente nas áreas de saúde, educação e assistência social. "O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e o Ministério da Saúde da Malásia são exemplos. Estão desenvolvendo um programa para diagnosticar o autismo precocemente, ainda na primeira infância. Para isto, investem no treinamento de pediatras, psicanalistas, terapeutas e enfermeiras na detecção precoce da doença", sinalizou.
A presidente da Comissão de Defesa dos Direitos do Cidadão da Câmara Municipal destacou ainda que o Brasil precisa seguir este exemplo formando profissionais de saúde, de educação e de assistência social especialistas em autismo, além de criar um Programa Governamental Específico direcionado às pessoas com autismo. "O diagnóstico e a identificação dos sintomas do autismo nos primeiros anos de vida são fundamentais para o tratamento e resultam numa melhor qualidade de vida para as pessoas com autismo e para suas famílias. Quero parabenizar as organizações que comigo promovem essa Sessão Especial, por lutarem incansavelmente contra o preconceito, pela inclusão e pela cidadania das pessoas com autismo em nosso país", frisou.
O presidente da AFAGA destacou que a entidade surgiu a partir de grupo de pais e amigos de autistas na internet com o objetivo de buscar soluções para os problemas envolvidos com a questão do Autismo. Ele frisou a importância da sociedade passar por uma mudança de comportamento e encarar o autista como uma pessoa capaz que deve ser acolhida. Argemiro Garcia Filho frisou que para isso acontecer a sociedade deve deve estar preparada para que o autista possa também produzir. De acordo com o presidente da entidade, o trabalho de atendimento ao autista, por exemplo, em saúde e educação deveria ser feito dentro da esfera pública, que seria preparada especificamente e deveria contar com quadro de profissionais capacitados.