Sobre o GIMP
O GIMP é uma ferramenta para edição de imagem de bitmap, com alguns recursos de edição vetorial.
GIMP é a abreviação para
GNU Image Manipulation Program. O GIMP se adequa a diversas tarefas de edição de imagem, incluindo retoques em fotografias digitais ou digitalizadas, composição e criação de imagens.
Entre as suas funcionalidades, estão as de ser usado como software de edição profissional de fotografia de alta qualidade, como um sistema de processamento de imagens em lote, ou como um simples programa de pintura. Ele é bastante extensível, e foi desenvolvido para aceitar com facilidade plugins e extensões que lhe acrescentem novas funcionalidades. O GIMP dá suporte, ainda, à criação desses scripts e extensões.
O GIMP está disponível para diversos sistemas operacionais, e é um Software Livre sob os termos da Licença GPL do projeto GNU.
Até o momento da redação desse material, o GIMP estava na versão de desenvolvimento
2.3.13, e a caminho do lançamento da versão
2.4. Os usuários ainda estão usando versões da série
2.2.
História
O projeto GIMP foi criado em 1995 por Spencer Kimball e Peter Mattis e hoje é mantido por um grupo de voluntários; a lista de colaboradores pode ser vista na tela do
Sobre, no menu
Ajuda da janela de ferramentas principal.
Ele não foi criado como uma alternativa livre ao Photoshop!, foi um projeto universitário que amadureceu bastante e é usado profissionalmente.
O nome GIMP originalmente era sigla de
General Image Manipulation Program; em 1997, ele foi mudado para
GNU Image Manipulation Program. Hoje ele é integrante oficial do Projeto GNU.
Talvez o GIMP tenha sido o primeiro grande projeto de código aberto para usuários finais. Outros projetos mais antigos, como o compilador GCC, o kernel Linux, entre outros, eram ferramentas desenvolvidas para um público alvo especialmente de programadores. O GIMP foi a prova de que projetos de código aberto e livres poderiam desenvolver coisas para serem usadas por usuários de desktop normais, abrindo as portas para a união de esforços que levaram ao desenvolvimento de outros grandes projetos.
A respeito de projetos "descendentes" do GIMP, podemos citar o
GTK e o GNOME. O GTK é a sigla para
GIMP Tool Kit, e é um dos frameworks para desenvolvimento de interfaces gráficas dos mais importantes e utilizados. Inicialmente foi criado para se desenvolver a interface do GIMP, e hoje é usado para desenvolver interfaces de inúmeros aplicativos, e é a base de toda a interface do projeto GNOME. Junto com o KDE, o GNOME é um dos ambientes gráficos livres mais desenvolvidos.
O
GIMPShop é uma modificação do GIMP para que sua aparência se assemelhe à daquele outro conhecido editor de fotografias (me refiro ao Photoshop da Adobe (R)).
O
CinePaint (antes conhecido como Film GIMP) é uma ferramenta desenvolvida para retoques de filmes cinematográficos.
Interface com usuário
A interface do GIMP é bem particular, e não é semelhante à do Adobe Photoshop.
Em verdade, seu modo de organizar e exibir as janelas não é novidade, mas para alguns parece diferente. O GIMP mantém a imagem que está sendo editada, as ferramentas principais e as ferramentas de edição específicas em janelas separadas e independentes.
Esse é o formato ideal para quem trabalha profissionalmente com edição de imagem, que provavelmente investiram em um monitor com resolução bastante grande, ou usam até mesmo dois monitores ao mesmo tempo. Esse modo está em consonância com as recomendações da
FreeDesktop (veja em
http://www.freedesktop.org) e com o
GNOME Human Interface Guide conformance, que estudam padrões de usabilidade e interface para aplicativos de desktop. Pode até parecer um pouco incômodo de início, para quem não está familiarizado (especialmente para quem usa um monitor com resolução pequena), mas com um pouco de hábito vemos que é bastante prático.
Se o excesso de janelas estiver incomodando, há uma dica: selecione a janela de edição e pressione TAB repetidamente. Isso vai fazer a janela principal e as janelas de diálogos desaparecerem, deixando visível apenas a janela de edição.
Funcionalidades
Veja uma breve lista de funcionalidades, ferramentas, e o que o GIMP é capaz de fazer:
- Um conjunto completo de ferramentas de pintura, como lápis, pincéis e borrachas, com diferentes tamanhos e texturas;
- Gerenciamento de memória baseado em seções da imagem, assim o tamanho da imagem a ser manipulada depende do espaço disponível em disco;
- Amostragem de sub-pixel para todas as ferramentas de pintura, permitindo suavização dos contornos;
- Suporte completo a canal alfa (transparência);
- Canais e camadas;
- Desfazer e Refazer limitados apenas pelo espaço em disco;
- Ferramentas de transformação com rotacionar, inverter e cortar;
- Suporte a formatos de arquivos inclui GIF, JPEG, PNG, XPM, TIFF, TGA, MPEG, PS, PDF, PCX, BMP e muitos outros;
- Ferramentas de seleção de retângulo, elipse, livre, bezier e inteligente;
- Banco para chamada de scripts e extensões acopladas ao GIMP;
- Plugins que permitem adicionar novas funcioalidades.
Ao ser aberto, o GIMP sempre mostrará uma tela de
splash - uma imagem inicial, que no caso da versão 2.2 é a imagem que ilustra o início deste capítulo. O
splash tem na parte inferior uma barra de progresso que evolui enquanto os plugins, as texturas e os scripts estão sendo carregados. Aguarde até que a barra de progresso mostre que todos esses processos foram concluídos. O programa abrirá imediatamente depois.