Falta de exercícios físicos prejudica mulheres na terceira idade

A falta de exercícios físicos afeta o equilíbrio, a agilidade e o reflexo das mulheres com mais de 70 anos.

Isso é o que apontou um estudo inédito da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, feita em parceria com o Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul (Celafiscs).

Falta de exercícios físicos prejudica mulheres na terceira idade
Falta de exercícios físicos prejudica mulheres na terceira idade

Segundo Sandra Matsudo, coordenadora da pesquisa, o resultado do estudo demonstrou que as mulheres sedentárias apresentam mais dificuldades de executarem atividades simples e correm mais risco de adquirir doenças. A prática de atividades físicas, tais como uma caminhada diária de 30 minutos ou até mesmo a utilização de escadas no lugar do elevador, aumenta a qualidade de vida, reforçou a pesquisadora.

O estudo acompanhou cerca de 300 mulheres, com mais de 50 anos, todas sedentárias. Elas foram divididas em dois grupos: um que reunia mulheres entre 50 e 59 anos de idade e outro, mulheres com 70 anos ou mais. Estas mulheres foram submetidas a vários testes físicos, que demonstraram, por exemplo, que a falta de exercícios afeta principalmente o equilíbrio.

 

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Ao serem submetidas a um teste de equilíbrio com duração de 30 segundos, as participantes que tinham entre 50 e 59 anos conseguiram manter-se equilibradas por 24 segundos. As entrevistadas que tinham mais de 70 anos, submetidas ao mesmo teste, mantiveram o equilíbrio por cerca de 13,40 segundos, uma queda de 78,8% na capacidade de equilíbrio.

O estudo mostrou também que o sedentarismo na terceira idade compromete a agilidade. Ao participarem de um exercício de locomoção, que exigia caminhar por um curto trajeto, as entrevistadas entre 50 e 59 anos fizeram o percurso em 2,5 segundos. Já as mulheres com idade superior a 70 anos fizeram o mesmo percurso em 3,11 segundos, o que apontou mais dificuldade no ato de caminhar.

Outro aspecto que fica comprometido é o reflexo. Quando expostas a um exercício que previa levantar e sentar numa cadeira repetidamente, durante 30 segundos, as mulheres com idade entre 50 e 59 anos fizeram uma média de 19,35 repetições. As mulheres com mais de 70 anos fizeram 17,36 repetições, em média.


Ao comparar o desempenho dos dois grupos, o estudo também apontou perda de força e de massa muscular. O índice de massa corpórea (IMC), por exemplo, apresentou queda de 5,47%. Já um teste de impulsão para constatar a força dos membros inferiores apontou queda de 28,43%.

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Fonte: Agência Brasil.


Este artigo pertence ao Saúde com Ciência.
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.

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Ministro reafirma elo entre zika e microcefalia

Ministro da Saúde, Marcelo Castro, durante evento em Brasília

Reuters

Embora a OMS (Organização Mundial da Saúde) tenha sido cautelosa em estabelecer a relação entre o zika vírus e o surto de microcefalia, o ministro da Saúde, Marcelo Castro, disse na segunda-feira (1º), que, para o governo, já há evidências suficientes dessa ligação.

“Epidemiologicamente, e fazendo a conexão biologicamente, não há a menor dúvida de que é a zika que está causando a epidemia de microcefalia no Brasil”, afirmou ele no programa Roda Viva, da TV Cultura, após citar exames feitos em fetos e bebês do Nordeste que detectaram a presença do vírus.

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Castro afirmou ainda que a prioridade do ministério é a busca da vacina contra o zika. “Estamos fazendo várias parcerias. Vou falar amanhã com a secretária de Saúde dos Estados Unidos. E o Pedro Vasconcelos (pesquisador do Instituto Evandro Chagas) está na Universidade do Texas, o maior centro de pesquisas em vacina contra arboviroses”, afirmou.

Dúvidas

Outros participantes do programa ponderaram que, embora as evidências sejam fortes, são necessárias mais pesquisas para a comprovação científica. “Uma associação observada não significa necessariamente causa e efeito. Precisamos de provas formais. Precisamos ver como o zika vírus migra para as células onde se forma o cérebro. Os cientistas precisam estudar a história natural da doença”, disse Jorge Kalil, diretor do Instituto Butantã, que atualmente desenvolve uma vacina contra a dengue.

Conforme o boletim mais recente, são investigados 3.448 relatos suspeitos de microcefalia e o País já confirmou 270 casos da má-formação. “A primeira vez que se informou o ministério foi em 22 de outubro. No dia 26, os técnicos já estavam lá. Depois, declaramos problema de saúde pública”, ressaltou o ministro. “No dia 29 de novembro, laboratórios de excelência declararam microcefalia decorrente de zika. Foi identificado o vírus no líquido amniótico e na placenta”, ressaltou.

A posição brasileira foi levada na segunda-feira à Organização Mundial de Saúde por Pedro Vasconcelos. “Ele identificou uma proteína no líquido de uma criança com microcefalia, que mostra essa relação. Todo esse conjunto, mais o relato das pessoas que tiveram zika e depois a criança (nos levam à relação)”, afirmou Castro.

O ministro ainda afirmou que o País saltou de um registro anual de 150 casos de microcefalia para mais de 3.000. Isso após um surto de zika no Nordeste, justamente no fim do verão.

Também presente ao debate, o secretário estadual da Saúde de São Paulo, David Uip, ressaltou que, como a microcefalia não era de notificação obrigatória antes de novembro, muitos casos registrados agora não necessariamente têm relação com o zika. “No Estado de São Paulo, tivemos 126 registros desde novembro, mas fazendo a investigação com as gestantes temos só 21 casos com suspeita de ligação com o zika vírus. Como estamos buscando mais casos, estamos achando mais”, disse.

Prédios públicos

O ministro afirmou ainda que a presidente Dilma Rousseff orientou todos os ministros, em reunião na noite de segunda em Brasília, a focar o trabalho de combate aos criadouros também nos prédios públicos. “Ela não quer ver focos do mosquito nos prédios do governo. Temos de dar o exemplo”, disse ele, no intervalo do programa.

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Zika pode ser transmitido pelo sexo? Os três casos que intrigam cientistas

O risco de transmissão sexual do vírus da zika ainda não foi comprovado cientificamente, mas três casos de possível contágio intrigam cientistas e já levaram médicos a recomendar que grávidas usem proteção durante relações sexuais.

O mais recente ocorreu no estado do Texas. Em entrevista à BBC, a vice-diretora do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), Anne Schuchat, disse que “o laboratório confirmou o primeiro caso de zika vírus em um não-viajante. Nós não acreditamos que o contágio tenha ocorrido por meio de picadas de mosquito, mas sim por contato sexual”.

Questionada sobre a confirmação, Schuchat explicou que, até o momento, não há outras formas plausíveis que possam dar conta da transmissão, já que uma pessoa esteve na Venezuela, voltou aos EUA, apresentou sintomas de zika, e teve contato sexual com o parceiro.

O caso no Texas soma-se a outros dois que, embora não comprovados, são amplamente citados na literatura científica. Em um deles, o vírus foi detectado no sêmen de um paciente e, no outro, um cientista que havia estado em uma área de contaminação por zika voltou aos EUA onde teria contaminado a esposa.

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Em 2013, durante um surto de zika na Polinésia Francesa, o vírus foi detectado no sêmen de um homem de 44 anos. Ele havia apresentado sintomas típicos da infecção por zika: febre, dores de cabeça e nas articulações. Após alguns dias, o paciente notou vestígios de sangue no sêmen e procurou atendimento médico. Exames detectaram o vírus no material coletado.

Neste caso, não houve a comprovação de infecção de uma segunda pessoa pela via sexual, mas, sim, da contaminação do sêmen pelo chamado vírus replicante, ou seja, capaz de gerar a propagação da doença. “Nossas descobertas apoiam a hipótese de que o Zika pode ser transmitido por via sexual”, conclui artigo de fevereiro de 2015, disponível no site do Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês).

No segundo caso de possível contaminação sexual, o sêmen do paciente com zika não foi examinado. No entanto, a esposa deste paciente teve a zika diagnosticada e a única explicação plausível seria o contágio sexual.

Foi o caso do cientista americano Brian Foy, em 2008. Ele havia visitado uma região do Senegal afetada por zika e, ao retornar para casa, no Colorado, Estados Unidos, teria infectado sua esposa durante uma relação sexual um dia após seu retorno.

“Vivemos no Colorado, um Estado americano onde não há mosquitos na época do ano em que minha mulher contraiu o vírus. E onde não há ocorrência do Aedes aegypti (o mosquito transmissor do vírus). O mais provável é que minha mulher tenha sido infectada quanto tivemos relações, antes de eu me sentir doente, mas a ciência ainda não está nem perto de provar a possibilidade desse tipo de contágio”, conta Foy, em entrevista por telefone à BBC Brasil.

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O professor-assistente da Universidade Estadual do Colorado é um dos autores de um estudo que sugere a possibilidade de transmissão do zika por contato sexual. Inicialmente, Foy foi diagnosticado com dengue e médicos não conseguiram descobrir o que tinha se passado com sua esposa. Passou-se um ano até que eles descobrissem que se tratava de zika.

O americano acredita que a repercussão causada pela epidemia no Brasil incentive o financiamento de pesquisas buscando investigar o assunto. Foy afirma não haver dúvidas de que a picada do Aedes aegypti é a forma principal pela qual se pode contrair o vírus, mas defende a importância de que ao menos se descubra mais sobre a via sexual.

“Para atingir uma área de contágio tão extensa de forma tão rápida, o mosquito é a grande explicação. Pode ser até que o contágio sexual represente uma ocorrência rara e, diante dos problemas enfrentados pelas autoridades de saúde dos países afetados, como o Brasil, não esteja no alto da lista de prioridades. Como cientista, porém, sempre acredito na importância de se investigar outras possibilidades”, completa.

Em uma entrevista a uma rede de TV americana, Foy relatou ter sido constantemente picado por mosquitos enquanto fazia seu trabalho de campo no vilarejo senegalês de Bandafassi. Voltou para os EUA no final de agosto de 2008 e, dias depois, começou a se sentir mal, com sintomas que variavam de fadiga a dores no momento de urinar, além de inflamações na pele – a esposa teria notado o que parecia ser sangue no sêmen do marido.

Foy pediu ajuda a colegas do CDC, a principal agência voltada para a proteção da saúde pública dos EUA, para identificar a patologia com que tinha sido infectado. O diagnóstico de dengue não o deixou convencido, e muito menos a indefinição sobre o que teria acontecido com a mulher.

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Um ano depois, um dos auxiliares do cientista na viagem à África, Kevin Kobylinski, que também ficou doente, estava conversando em um jantar com o entomologista Andrew Haddon, da Universidade do Texas, quando tocou no assunto.

Haddow, por uma grande ironia do destino, é neto de Alexander Haddow, um dos três cientistas que isolaram o zika pela primeira vez, em 1947, quando o extraíram de um macaco na Floresta de Zika, em Uganda. Quando soube que amostras de sangue de Kobylinski e dos Foy ainda estavam preservadas em um laboratório, o entomologista sugeriu que elas fossem enviadas para o virologista Robert Tesh. As três amostras testaram positivo para zika.

Em seu estudo, Foy apresenta outros argumentos para defender a hipótese de contato sexual. Joy, sua mulher, jamais visitou a África ou a Ásia e, na época da publicação do documento, já fazia quatro anos que não deixava os EUA. Antes da epidemia no Brasil e que começa a chegar a outros países da América do Sul, o zika jamais tinha sido reportado no hemisfério Ocidental.

Outros estudos envolvendo doenças transmissíveis por mosquitos há haviam sugerido a possibilidade de contágio sexual. Haddow, por exemplo, aponta para o fato de que a epidemia de zika na Micronésia (Oceania), em 2007, deu margem para especulações sobre este tipo de contágio.

Isso porque a proporção de mulheres infectadas foi 50% maior que a de homens – na maioria das doenças sexualmente transmissíveis, o sexo vaginal oferece riscos de contágio muito maior para as mulheres.

“É a explicação mais lógica. Outra possibilidade é que tivesse sido passado pela saliva ou outros fluidos corporais, mas temos quatro filhos, e eles não ficaram doentes.

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Ministros da Saúde do Mercosul discutem em Montevidéu combate ao Aedes aegypti

Em reunião da Celac, Brasil propôs aos líderes dos demais países cooperação para eliminar o mosquito

Fernando Frazão/Agência Brasil

Os ministros da Saúde dos países do Mercosul vão se reunir hoje (3) em Montevidéu, no Uruguai, para discutir medidas conjuntas de combate ao mosquito Aedes aegypti, que transmite a dengue, a febre chikungunya e o vírus Zika, relacionado ao aumento de casos de microcefalia no país.

O ministro da Saúde, Marcelo Castro, vai representar o país no encontro. A reunião será aberta a integrantes da Celac (Comunidade dos Estados Latino-Americanos) e da Unasul (União de Nações Sul-Americanas).

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Ao participar, no Equador, da cúpula da Celac, a presidenta Dilma Rousseff disse que propôs aos líderes dos demais países cooperação para eliminar o mosquito.

OMS

A OMS (Organização Mundial da Saúde) declarou segunda-feira (1º) Emergência de Saúde Pública de importância internacional por causado vírus Zika e sua possível associação com a microcefalia e síndromes neurológicas.

A decisão foi recomendada pelo Comitê de Emergência da OMS à diretora-geral da organização, Margaret Chan, com base nas informações técnicas de entendimento do vírus Zika repassadas pelo Brasil, a França, os Estados Unidos e El Salvador.

Em entrevista, Margaret destacou que ainda é necessário comprovar cientificamente a ligação entre infecções pelo vírus Zika em gestantes e casos de microcefalia em bebês. As evidências, entretanto, são consideradas fortes pelos especialistas do grupo.

ONG holandesa distribui pílulas abortivas a mulheres brasileiras por causa do zika vírus

A emergência de saúde pública de importância internacional é um evento extraordinário que exige uma resposta coordenada. Esse reconhecimento internacional deve facilitar a busca de parcerias em todo o mundo, reunindo esforços de governos e especialistas para enfrentar a situação.

No Brasil

No fim do ano passado, o Ministério da Saúde no Brasil estabeleceu a relação entre o aumento da microcefalia no Nordeste do país e a infecção por zika. De acordo com o último boletim, o ministério da Saúde confirma 404 casos de microcefalia e/ou outras alterações do sistema nervoso central, dos quais 17 estão relacionados ao vírus.

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Juiz defende direito a aborto em casos de microcefalia com risco comprovado de morte

O juiz goiano Jesseir Coelho de Alcântara já autorizou uma série de abortos legais em casos de anencefalia (mal que impede o desenvolvimento cerebral do feto) e outras doenças raras

BBC/Divulgação

As consequências da epidemia de microcefalia, que atinge pelo menos 20 Estados brasileiros, além do Distrito Federal, vão além do cotidiano de mães, hospitais e clínicas de saúde de família, e chegam também aos tribunais.

À BBC Brasil, o juiz goiano Jesseir Coelho de Alcântara, que autorizou uma série de abortos legais em casos de anencefalia (mal que impede o desenvolvimento cerebral do feto) e outras doenças raras, disse que a interrupção da gravidez em casos de microcefalia com previsão médica de morte do bebê é “válida” e precisa ser avaliada “caso a caso”.

“Se houver pedido por alguma gestante nesse caso de gravidez com microcefalia e zika, com comprovação médica de que esse bebê não vai nascer com vida, aí sim a gente autoriza o aborto”, afirma o titular da 1ª Vara dos Crimes Dolosos Contra a Vida de Goiânia, que já permitiu interrupção de gestações em casos de síndromes de Edwards e de Body-Stalk, anomalias que inviabilizariam a sobrevida do bebê fora do útero.

A afirmação foi feita no momento em que Pernambuco, principal epicentro da doença no Brasil, registra aumento nas mortes de bebês com microcefalia associada ao zika vírus.

Mesmo em casos comprovados de morte do bebê, a interrupção da gravidez está longe de ser unanimidade no país e gera intenso debate entre juristas, ativistas e sociedade civil.

Formado por membros da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), da FEB (Federação Espírita Brasileira), do FENASP (Fórum Evangélico Nacional de Ação Social e Política), entre outros, o Movimento Brasil Sem Aborto afirma que interrupções em gestações de fetos com microcefalia ou outras má-formações são “inaceitáveis” sob qualquer aspecto.

Na opinião do juiz, entretanto, se o aborto é permitido por lei em casos de fetos anencefálicos, “cuja vida após o nascimento é inviável”, também se justifica em “gestações em que o feto comprovadamente nascerá sem vida”, devido à microcefalia.

“A anencefalia e a microcefalia severa, com morte no nascimento, são casos similares”, argumenta o juiz Alcântara, por telefone. Ele afirma que, para que tomar a decisão, são necessários três laudos médicos, mais parecer favorável do Ministério Público.

Procurado, o Conselho Federal de Medicina disse discordar dessa visão. Em nota, a entidade afirma que “no caso de fetos com diagnóstico de microcefalia, em princípio, não há incompatibilidade com a vida.”

Pouca informação

Há poucos dados oficiais sobre mortes de fetos e recém-nascidos microcefálicos no Brasil — e os que existem estão desatualizados.

Questionado sobre o tema, o Ministério da Saúde diz que só tem informações consolidadas sobre mortes de recém-nascidos com a doença em território nacional até 2014, período anterior à epidemia. A pasta diz que depende de informações enviadas pelos Estados para obter números mais atuais.

Em Pernambuco, segundo boletim divulgado em 20 de janeiro pela Secretaria Estadual de Saúde, os casos de mortes de bebês microcefálicos saltaram de seis registros para nove (cinco bebês nascidos mortos e quatro que morreram logo depois do nascimento), no intervalo de uma semana.

Em todo o país, estão sendo investigados ao redor de quase quatro mil casos suspeitos de bebês que podem ter microcefalia associada à zika. Um total de 282 casos foram descartados e 230 foram confirmados até a segunda semana de janeiro.

À BBC Brasil, o Conselho Federal de Medicina afirmou que “a interrupção antecipada da gestação deve ser definida à luz do que determinam o Código Penal do Brasil e o STF (Supremo Tribunal Federal). A incompatibilidade com a vida foi a essência para a fundamentação do STF, quando se manifestou favoravelmente pelo aborto de fetos anencéfalos.”

No Código Penal, são previstas duas formas legais de aborto: em casos de risco de vida para a mãe ou em gestações resultantes de estupro. Em 2012, o STF admitiu uma terceira hipótese e a interrupção de gestações de fetos anencéfalos deixou de ser considerada crime.

Eugenia?

Nas redes sociais, em blogs e páginas religiosas, críticos do aborto afirmam que a interrupção de gestações por conta da microcefalia seria uma forma de “eugenia”.

O termo se refere a técnicas que visam “melhorar qualidades físicas e morais de gerações futuras”, segundo o dicionário Michaelis, e frequentemente é associado a políticas de controle social adotadas por Adolf Hitler durante o regime nazista alemão.

A professora de direito da Universidade de Brasília e especialista em bioética, a antropóloga Debora Diniz, vê “eugenia” nas políticas públicas que envolvem o controle de nascimentos: “Eugenia é quando o Estado pede que mulheres não engravidem, como foi feito”, disse ela à BBC Brasil.

Em localidades como Colômbia, El Salvador, Equador e Jamaica, as autoridades pediram que mulheres não engravidassem, por medo da microcefalia ligada ao zika. No Brasil, em novembro, o diretor de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde chegou a recomendar que as mulheres adiassem seus planos de gravidez. Dias depois, voltou atrás.

“Quando o país pede que suas mulheres não engravidem, quando isso portanto é uma política pública, o estrago é muito maior que o resultado das escolhas individuais das mulheres”, afirma Diniz. “Controlar liberdades da população é o pior caminho que o Estado pode seguir. A solução do problema não pode vir pelo controle dos úteros.”

Forte crítica às políticas do ministério da Saúde para erradicação da doença, a antropóloga, que tem passagens como professora visitante nas universidades de Leeds (Reino Unido), Michigan (Estados Unidos), Cermes (França), entre outras, diz as mulheres não podem ser punidas pelo “ato de negligência do país em não ter controlado o mosquito Aedes aegypti“, que transmite o zika vírus.

“Ou o Estado oferece as melhores condições e cuidado permanente aos recém-nascidos com microcefalia, ou permite que as mulheres possam fazer a escolha individual de interromper suas gestações”, diz. “O aborto não é uma solução para esta tragédia, mas seria uma forma de proteger as mulheres vítimas da falta de políticas efetivas para erradicação da doença.”

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Brasil e EUA planejam vacina contra zika; OMS teme a proliferação do vírus

OMS convocou uma reunião de emergência para discutir o surto nesta semana

Reuters

O Brasil e os Estados Unidos planejam o desenvolvimento e a produção de uma vacina contra o zika vírus.

Segundo revelou ao jornal O Estado de S. Paulo o diretor-presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Jarbas Barbosa, os dois governos devem costurar um acordo nesta semana, em Genebra.

A iniciativa ocorre no momento em que a OMS (Organização Mundial da Saúde) emite um alerta de que a doença deve se espalhar pela maior parte do continente americano.

“Para esse desenvolvimento de uma vacina, poderemos estabelecer uma rede de cooperação com os Institutos Nacionais de Saúde americanos (NIH, sigla em inglês)”, declarou Barbosa que está na Suíça para reuniões na OMS. Segundo ele, a entidade americana reúne centros que já trabalham com o Brasil na vacina da dengue em desenvolvimento pelo Instituto Butantã de São Paulo.

“Vamos ter uma conversa aqui em Genebra com os americanos exatamente para isso”, revelou. Barbosa, porém, aponta que a aliança não estará fechada à participação exclusiva do Brasil e dos Estados Unidos. “Outros países poderão se unir. É uma preocupação global”, disse. 

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Ao jornal, a vice-diretora-geral da OMS, Marie Paule Kieny, apontou que os trabalhos “começam a ser feitos”. Ela ressalta, porém, que a comunidade médica não pode esperar que um produto esteja no mercado em menos de um ano. “Enquanto isso, a medida que temos de adotar é a de fortalecer o combate ao vetor (o mosquito Aedes aegypti)”, disse.

A proliferação dos casos para 21 países também levou a OMS a convocar uma reunião especial em Genebra para quinta-feira. Será quando a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) vai apresentar as últimas informações e dados sobre a realidade da doença e o Brasil também deve se pronunciar no encontro. 

O novo cenário já fez a OMS assumir para si o combate à doença. No comando, Marie Paule disse à reportagem que, neste momento, faz “um mapeamento de quem está fazendo o que na luta contra a doença”.

Ebola

Ainda nesta segunda-feira, 25, a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, se pronunciou pela primeira vez sobre os casos nas Américas e exigiu que governos notifiquem à organização todos os registros de zika. A OMS foi duramente criticada pela demora em lidar com o surto de ebola, em 2014, e foi obrigada a passar por uma reforma justamente para ter maior controle sobre surtos pelo mundo. 

Investigações internas apontaram que governos e mesmo entidades internacionais abafaram por meses os casos de ebola, buscando preservar economias locais. A OMS também admitiu sua culpa ao fazer um alerta sobre o problema somente quatro meses depois dos primeiros registros.

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“O ebola mostrou que um surto em um lugar pode chegar rapidamente ao outro lado do mundo. Estamos mais alertas. Não existem mais surtos locais”, disse Chan. “Pedimos transparência a todos. A proliferação explosiva do vírus para novas áreas geográficas, com populações com pouca imunidade, é causa de preocupação.”

O mosquito está presente em todos os países do Hemisfério Ocidental, salvo Chile e Canadá – onde o inverno rigoroso se torna um impeditivo para o Aedes, sempre registrado em áreas tropicais e subtropicais.

“A Opas antecipou que o zika vírus vai continuar a se espalhar e provavelmente atingirá todos os países e territórios onde os mosquitos sejam encontrados”, ressaltou a diretora-geral.

Argentina

O número de casos de dengue continua a crescer na Argentina. Em Buenos Aires, foi adotada a fumigação em áreas abertas para o combate ao mosquito Aedes aegypti.

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Em Davos, aliança para vacinas fecha acordo sobre vacina contra ebola

A vacina, que ainda está na fase de desenvolvimento, deve ser aprovada no final de 2017
REUTERS/Baz Ratner

A Gavi (Aliança Global para Vacinas e Imunização) assinou um acordo no valor de US$ 5 milhões (R$ 20 milhões) para a compra de mais de 300 mil doses de vacina contra o ebola que está sendo desenvolvida pela empresa farmacêutica Merck. As doses estarão disponíveis a partir de maio de 2016.O acordo foi assinado durante o Fórum Econômico Mundial, que acontece em Davos, na Suíça.

O diretor da Gavi, Seth Berkley, disse que “as novas ameaças pedem soluções inteligentes e nosso acordo de financiamento inovador vai garantir que estejamos preparados para futuras epidemias”.

— Se for aprovada, a vacina pode ser tornar a primeira licenciada para o combate do vírus e o Gavu poderá iniciar a compra de unidades para criar um estoque para ser utilizado em futuros surtos.

A vacina, que ainda está na fase de desenvolvimento, deve ser aprovada no final de 2017. As primeiras unidades da vacina serão utilizadas em estudos clínicos ou casos de emergência.

A Gavi foi criada em uma iniciativa das ONU (Nações Unidas), em parceria com a OMS (Organização Mundial da Saúde) e o Banco Mundial, com o objetivo de ampliar o acesso das populações de países subdesenvolvidos às imunizações.

Surto

No último dia 14, a OMS declarou o fim da epidemia de ebola na África. Poucas horas mais tarde, no entanto, o governo da Serra Leoa registrou uma nova morte relacionada ao vírus.

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quais são os melhores serviços de streaming de vídeo

 

Streaming de vídeo é o conteúdo enviado em forma comprimida através da Internet e exibidos pelo espectador em tempo real. Com streaming de vídeo ou streaming de mídia, um usuário da Web não tem que esperar para baixar um arquivo para jogar. Em vez disso, a mídia é enviada em um fluxo contínuo de dados e é jogado como ela chega. O usuário precisa de um jogador, que é um programa especial que descompacta e envia dados de vídeo para os dados de exibição e áudio para alto-falantes. Um jogador pode ser uma parte integrante de um navegador ou baixado do site do fabricante do software.

streamingdevideo

As principais tecnologias de streaming de vídeo e streaming de mídia incluem RealSystem G2 da RealNetworks, Microsoft Windows Media Technologies (incluindo a sua NetShow Theater Serviços e servidor), e VDO. A abordagem da Microsoft utiliza o padrão MPEG compressão algoritmo para o vídeo. As outras abordagens usam algoritmos proprietários. (O programa que faz a compressão e descompressão é às vezes chamado de codec.) A tecnologia da Microsoft oferece streaming de áudio em até 96 Kbps e streaming de vídeo em até 8 Mbps (para o NetShow Theater Server). No entanto, para a maioria dos usuários da Web, o streaming de vídeo será limitada às taxas da conexão (por exemplo, até 128 Kbps com uma ligação RDIS) de dados. Arquivos de mídia de streaming da Microsoft estão em seu formato Advanced Streaming (ASF).

Streaming de vídeo é normalmente enviado a partir de arquivos de vídeo pré-gravadas, mas pode ser distribuído como parte de uma transmissão ao vivo “feed.” Em uma transmissão ao vivo, o sinal de vídeo é convertido num sinal digital comprimido e transmitido a partir de um servidor da Web especial que é capaz de fazer multicast, enviando o mesmo ficheiro para vários utilizadores, ao mesmo tempo.

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18000 btus/h = de 2 à 3 metros de linha de cobre, suporte e todo material = à partir de R$ 400,00

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